IOF escancara a vergonhosa aliança política de Lula com o STF. Cadê o Congresso ?
O Congresso serve para pedir emendas e receber propinas. Maioria com “rabo preso”. QUEM APROVA LEIS? O CONGRESSO OU O STF?
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, que validou o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pelo governo, reacendeu a artilharia política e aprofundou a crise entre os poderes. Parlamentares estão em pé de guerra, vendo a manobra como mais uma prova de que o governo Lula, sem maioria no Congresso, recorre ao “tapetão” de uma aliança política com o Supremo Tribunal Federal (STF) para aprovar o que não consegue pelo diálogo. Essa postura está irritando profundamente o Legislativo, aumentando o risco de reações severas.
A visão predominante nos corredores do Congresso é que Lula, ao invés de negociar e construir consensos, prefere depender das decisões do Judiciário. Essa percepção de “abandono da política” por parte do Executivo não só mina a confiança, mas também infla um sentimento de “ranço” entre os parlamentares. Eles se sentem desrespeitados e acusam o governo de instrumentalizar o STF para contornar a vontade do povo, expressa pelos seus representantes.
A decisão de Moraes, que contraria seu próprio posicionamento anterior sobre o IOF, reforça essa desconfiança. Ao permitir que o imposto, criado para regulação, seja usado para arrecadação, o ministro forneceu ao governo uma receita extra de bilhões, mas ao custo de agravar a tensão política. O Congresso, que se sentiu desmoralizado, enxerga essa intervenção como um desrespeito à sua soberania e uma afronta direta às suas prerrogativas.

Este cenário de atritos contínuos cria um ambiente perigoso para a estabilidade do país. A insatisfação no Congresso pode escalar para movimentos mais incisivos, como a aceleração de pautas que visam limitar o poder do Judiciário ou até mesmo a discussão sobre o impeachment de ministros do STF. Para muitos deputados e senadores, a paciência com o que consideram uma “aliança política” entre o Executivo e o Supremo está se esgotando.
No fim das contas, quem paga a conta é o cidadão. O aumento do IOF, que atinge desde grandes operações até microempresários, é apenas uma das consequências diretas dessa falta de diálogo e da preferência por soluções judiciais. Enquanto o governo se isola politicamente e se apoia no Judiciário, a economia segue em um mar de incertezas, com empresas cancelando contratos e o risco de desemprego aumentando, tudo em meio a uma guerra de poderes que parece não ter fim. (fonte: https://portalnovonorte.com.br)


