Cármen Lúcia diz que crise de confiabilidade do Judiciário é séria e grave e precisa ser reconhecida
A ministra reforçou que apesar de haver questões a serem corrigidas na Justiça brasileira, a descrença nas instituições é uma tendência que acontece também em outros países do mundo.
“Temos no Brasil o problema da confiabilidade, principalmente no Supremo, tenho ciência. Mas é preciso saber por que e como. Há equívocos e erros que precisam ser aperfeiçoados e há um movimento internacional para que não tenhamos Poder Judiciário, porque aí você tem uma fragilidade do direito”, afirmou.
A essa “crise de desconfiança global”, como se referiu a ministra, somam-se os desafios de julgar temas de direito constitucional cada vez mais complexos. “Aquele mundo com parâmetros postos acabou e estamos vivendo outro”, disse Cármen.
A crise de confiança no Poder Judiciário se agravou com as revelações recentes de membros do STF e suas famílias. Para 55% dos brasileiros, os ministros estão envolvidos com o escândalo do Banco Master, segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira, 13.
Em outra frente, uma empresa da qual Dias Toffoli é sócio teria recebido dinheiro de um fundo ligado ao banco. A partir da revelação, Toffoli deixou a relatoria das investigações e, depois disso, se declarou suspeito para participar dos julgamentos sobre o caso.

