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Ventos de até 100 km/h e fortes pancadas: confira quais regiões do Brasil serão afetadas

247 – Uma sequência de frentes frias, áreas de baixa pressão e ciclones extratropicais deve provocar chuva fora de época, ventos fortes e risco de temporais em parte do Brasil nos próximos dias. A instabilidade começa a ganhar força a partir desta quarta-feira (10) e pode atingir áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, incluindo regiões que normalmente enfrentam estiagem nesta época do ano.

As informações são do g1. Segundo a previsão, os acumulados de chuva podem ultrapassar 100 milímetros em pontos isolados, enquanto rajadas de vento devem variar entre 60 km/h e 100 km/h em áreas sob alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Também há possibilidade de queda de granizo.

O episódio deve alcançar pelo menos 11 estados, além do Distrito Federal. A lista inclui Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rondônia.

De acordo com o Inmet, a instabilidade deve persistir durante a segunda quinzena de junho e avançar até os primeiros dias do inverno, que começa oficialmente em 21 de junho. O cenário chama atenção porque junho costuma ser marcado por tempo mais seco em grande parte do Centro-Oeste e do Sudeste.

Os maiores volumes de chuva são esperados entre Mato Grosso do Sul, Paraná e interior de São Paulo. Modelos meteorológicos indicam acumulados acima de 50 milímetros em diversas áreas, com possibilidade de volumes próximos ou superiores a 100 milímetros em pontos localizados.

No Mato Grosso do Sul, a chuva deve ocorrer em vários momentos ao longo dos próximos dias. A previsão indica pancadas acompanhadas de trovoadas e risco de temporais isolados, especialmente em áreas mais favoráveis à formação de nuvens carregadas.

No Paraná e em Santa Catarina, a chuva também deve ser frequente entre quarta-feira (10) e sexta-feira (12). Há risco de rajadas de vento, granizo e volumes expressivos em curto intervalo de tempo. O Inmet prevê acumulados que podem chegar a 50 milímetros em apenas 24 horas em áreas do oeste paranaense e catarinense.

Em São Paulo, a instabilidade deve ganhar força principalmente no interior. Os maiores acumulados são esperados em regiões próximas às divisas com Mato Grosso do Sul e Paraná, mas a chuva tende a avançar gradualmente para outras áreas do estado ao longo da semana.

Minas Gerais também está no radar dos meteorologistas. Embora a chuva não deva ser tão ampla quanto em São Paulo e Mato Grosso do Sul, há possibilidade de pancadas fortes e localizadas, sobretudo no Triângulo Mineiro e no sul do estado.

O caráter incomum do episódio está relacionado ao período do ano. Junho faz parte da estação seca no Centro-Oeste e em grande parte do Sudeste. Nessa fase, eventos de chuva costumam ser menos frequentes e, quando ocorrem, geralmente são rápidos e com baixos acumulados.

Em cidades como Brasília, Goiânia e Cuiabá, a maior parte da chuva anual se concentra entre novembro e março. Durante o inverno, o padrão predominante costuma ser de ar seco, baixos índices de umidade e longos períodos sem precipitação.

Por isso, mesmo volumes moderados já são considerados atípicos para esta época. Segundo a Climatempo, algumas localidades podem registrar, em menos de duas semanas, mais chuva do que a média histórica de todo o mês de junho.

Em grande parte do Sudeste e do Centro-Oeste, a média mensal de chuva nesta época varia entre 20 e 80 milímetros. Com a previsão atual, esse volume pode ser alcançado ou superado antes mesmo da chegada oficial do inverno.

A mudança no tempo é resultado da atuação sucessiva de sistemas meteorológicos sobre a América do Sul. A primeira frente fria da sequência começou a se organizar nesta semana no Sul do Brasil. Nesta quarta-feira (10), uma nova área de baixa pressão deve ganhar força entre o Paraguai, o Sul e o Centro-Oeste, favorecendo a formação de áreas de instabilidade.

Na quinta-feira (11), esse sistema deve dar origem a uma nova frente fria associada a um ciclone extratropical no oceano. Embora os ciclones permaneçam afastados da costa brasileira, eles influenciam a circulação atmosférica e ajudam a transportar umidade para o interior do continente.

Esse transporte de umidade cria condições favoráveis para a formação de nuvens carregadas e para a ocorrência de chuva forte em diferentes regiões. A previsão indica ainda uma nova rodada de instabilidade entre os dias 17 e 19 de junho, quando outro sistema semelhante deve se formar entre o Paraguai e o Sul do Brasil.

Além dos acumulados elevados, os meteorologistas acompanham o risco de tempestades isoladas. O Inmet emitiu alerta laranja para áreas do Sul do país, com previsão de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou até 100 milímetros ao longo do dia.

O alerta também inclui rajadas de vento entre 60 km/h e 100 km/h e possibilidade de queda de granizo. A combinação de chuva intensa, ventania e solo úmido pode causar transtornos pontuais, como alagamentos, queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia.

A instabilidade prevista para os próximos dias marca uma mudança importante no padrão de tempo em parte do país. Em regiões que normalmente estariam sob domínio do ar seco, a chegada de chuva volumosa antes do início oficial do inverno reforça o caráter atípico do episódio meteorológico.