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Manifestação interrompe tráfego ferroviário no Pará

O trem de passageiros que liga Parauapebas, no sudeste do Pará, a São Luís, no Maranhão, foi suspenso nesta quinta-feira (22) e sexta (23) devido a uma interdição em Parauapebas, no Pará. São cerca de 1.500 passageiros por viagem, em média, entre os estados.

Segundo a concessionária Vale, o cancelamento das viagens é “por questão de segurança, devido à interdição da Estrada de Ferro Carajás por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)”.

A manifestação começou na madrugada desta quinta-feira e seguia até o início da tarde. Segundo o MST, o protesto faz parte das Lutas pela Reforma Agrária e aponta acordos firmados que não teriam sido cumpridos por mineradoras na região.

Em março, as viagens também ficaram suspensas por alguns dias após protesto da etnia Gavião da Terra Indígena Mãe Maria, no Pará. Nesta ocasião, o protesto foi sobre os trilhos da Ferrovia Carajás, que realiza viagens de trem de São Luís, no Maranhão, até Parauapebas, no Pará.

Suspensão em 22 e 23 de maio

Em nota, a Vale disse ainda que “respeita o legítimo e pacífico direito à manifestação e repudia qualquer ato que impeça o direito das pessoas ou empresas de desempenharem suas atividades e, sobretudo, que ameace a segurança e o direito de ir e vir”.

A empresa disse ainda que “adotará todas medidas cabíveis para a liberação imediata e segura da linha.

Sobre o protesto, a Vale disse que tem compromisso com o Acordo de Cooperação Técnica (ACT), assinado em abril deste ano, com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para implementar ações conjuntas para contribuir com a regularização fundiária e a reforma agrária no Pará.

A respeito das passagens de trem, os passageiros foram orientados a remarcar o bilhete ou pedir o reembolso do valor no prazo de até 30 dias. O número para informações sobre reembolso ou remarcação é 0800 285 7000.

NOTA DA REDAÇÃO:  Fazer protestos, quando são por justa causa, é viável, mas interromper uma ferrovia e complicar a vida de centenas  de passageiros que têm seus compromissos? Aí não. Vira baderna.  O Governo tem que garantir o direito de ir e vir que está na constituição federal. É bom lembrar que os direitos são iguais para todos. Ou melhor, deveria ser.