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URGENTE: Bombardeiros dos EUA atacam bases do Irã

“Uma carga total de BOMBAS foi lançada no alvo principal, Fordow”, acrescentou, ao assinalar que os aviões americanos já estavam fora do espaço aéreo iraniano e a caminho de casa.

Em seu canal no Telegram, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que “Os Estados Unidos entraram na guerra”. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, segundo o jornal “The New York Times” estaria em um bunker nos arredores de Teerã e definido três possíveis sucessores no caso de sua morte. Não há notícias se ele também foi alvo dos ataques da noite de sábado e qual seu estado de saúde no momento.

  Bombardeiros a caminho da Guerra

EUA enviam para o Pacífico seis bombardeiros capazes de destruir fortaleza nuclear subterrânea no Irã.   Base Naval de Guam é estratégica para os americanos no Indo-Pacífico e pode servir como centro logístico regional e um potencial ponto de partida para operações no Oriente Médio

Ao menos seis bombardeiros furtivos B-2 dos EUA sobrevoaram o Oceano Pacífico neste sábado em direção à Base Naval de Guam, de acordo com dados abertos de tráfego aéreo. As aeronaves são as únicas capazes de transportar bombas de 14 toneladas que, segundo estimativas de Israel, poderiam destruir a fortaleza nuclear de Fordow, peça central da capacidade do Irã de produzir armas nucleares. O reposicionamento dos aviões militares ocorre num momento em que a Casa Branca avalia se irá se juntar aos israelenses no conflito, com uma intervenção militar podendo acontecer “em até duas semanas”, segundo o presidente Donald Trump. Neste sábado, as forças israelenses alegaram terem matado mais três comandantes da Guarda Revolucionária e bombardeado a central nuclear de Isfahã, enquanto Teerã manteve disparou ataques combinados de drones e mísseis para atingir o território inimigo, em mais um episódio de escalada da guerra.

Os bombardeiros decolaram durante a noite da Base Aérea de Whiteman, no Missouri, e foram imediatamente reabastecidos no ar, o que sugere uma carga pesada, como bombas. A Base Naval de Guam é estratégica para os EUA, particularmente na projeção de poder e na resposta a potenciais conflitos na região do Indo-Pacífico. Embora não esteja diretamente na rota para o Irã e distante quase 11 mil quilômetros, sua proximidade com o Oriente Médio e seu papel como centro logístico regional tornam-na um potencial ponto de partida para operações.

— Teoricamente, poderia ser uma primeira escala para ir a Diego Garcia, no Índico — disse ao GLOBO o coronel da reserva Paulo Filho, mestre em Ciências Militares, referindo-se à base militar conjunta dos EUA e do Reino Unido onde, há cerca de dois meses, estavam estacionados outros seis caças B-2, distante cerca de 3.800 km do Irã. — Eles [os americanos] também podem decolar de Guam, serem reabastecidos no ar e bombardear o Irã. Na verdade, poderiam fazer isso a partir dos EUA mesmo, mas sair de Diego Garcia facilitaria muito. Foi o que fizeram nas guerras do Golfo.

Paralelamente, os EUA enviaram cerca de 30 aviões de abastecimento para a região e vão deslocar seu maior porta-aviões, o USS Gerald R. Ford, para o leste do Mar Mediterrâneo, perto de Israel, na próxima semana. Com capacidade para cerca de 4.600 militares e até 90 aeronaves, ele se juntará a outros dois superporta-aviões americanos: o USS Nimitz, que estava no sudeste da Ásia, e o USS Carl Vinson, antes em operação no Oceano Índico.

Os porta-aviões são utilizados pelas Forças Armadas dos EUA para projetar poder em qualquer lugar do mundo e estão entre os primeiros a serem mobilizados em tempos de crise. Além de transportarem dezenas de jatos capazes de realizar ataques e interceptar mísseis e drones, eles nunca navegam sozinhos, sendo acompanhados por navios de guerra que podem se defender contra ameaças aéreas, de superfície e submarinas.

— Pode ser apenas uma demonstração de força [dos EUA], mas se for, será a mais cara da História — concluiu o coronel Paulo Filho, dando indícios de que os americanos devem intervir no conflito.

O presidente Trump, que raramente passa os fins de semana em Washington, deve retornar à Casa Branca na noite deste sábado para uma “Reunião de Segurança Nacional” não especificada, segundo informações da AFP. Na véspera, ele advertiu que Teerã tem “no máximo” duas semanas para evitar possíveis ataques aéreos americanos, enquanto Washington avalia se deve se juntar à campanha de bombardeios sem precedentes de Israel.

Fonte: O Globo