Ministros do STF apostam no governo para derrubar pedido de impeachment e minimizam relatório da CPI
Mais tarde, subiu o tom e acusou Alessandro Viera de envolvimento com a milícia. “É curioso. Ele se esqueceu dos seus colegas milicianos e decidiu envolver o Supremo Tribunal Federal por ter concedido um habeas corpus. Mas só esse fato narrado mostra exatamente que nós descemos muito na escala das degradações”.
Na sessão da Segunda Turma do STF, Dias Toffoli afirmou que o relatório da CPI tem caráter eleitoreiro. “Não podemos deixar de nos furtar a cassar eleitoralmente aqueles que abusaram, atacando as instituições, para obter voto e conspurcar o voto do eleitor. Porque é disso que se trata, quando surge um relatório aventureiro desse. É tentativa de obter votos”, declarou.
Integrantes do Supremo preferem não articular diretamente com parlamentares a derrubada do texto. Eles apostam na atuação do governo federal, que se movimenta neste sentido há semanas. Nos bastidores, integrantes da base governista no Congresso e representantes do Palácio do Planalto tentam uma mudança na composição da CPI para garantir maioria contrária ao relatório do senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

Moraes foi citado no relatório principalmente pelas conversas registradas com Vorcaro no mesmo dia que o banqueiro foi preso pela primeira vez. Teria, também, tentado obter informações sobre o Master com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O ministro também já negou as acusações.
Gilmar é mencionado no documento por decisões que suspenderam as quebras de sigilo da empresa de Toffoli e do fundo do cunhado dele, Fabiano Zettel.
Gonet aparece no relatório por ter cometido “desídia no cumprimento das atribuições”, por não ter atuado contra os ministros do Supremo supostamente envolvidos no caso Master. Fonte: Jornal estadão

