Lula assina mais um aumento nos impostos: “Vai tudo ficar mais caro”
De acordo com o portal Noticias Agricolas, a entrada em vigor da Lei Complementar nº 224/2025 alterou a tributação de insumos utilizados pelo agronegócio ao encerrar a alíquota zero de PIS e Cofins sobre produtos como fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas. A medida integra um corte linear de 10% nos incentivos fiscais federais e provocou reação de entidades do setor.
Com a mudança, esses insumos voltaram a ser tributados pelo Programa de Integração Social (PIS) e pela Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Segundo as informações divulgadas, a incidência passa a ser de aproximadamente 0,925% no regime não cumulativo.
Representantes do agronegócio afirmam que a reoneração aumenta os custos de produção e alertam que parte desse impacto poderá ser repassada ao longo da cadeia produtiva. De acordo com as entidades, pequenos e médios produtores tendem a ser os mais afetados pela elevação dos custos dos insumos.
A medida também ganhou repercussão nas redes sociais, onde foi associada ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao vice-presidente Geraldo Alckmin. Entre as críticas compartilhadas por usuários, uma das frases mais reproduzidas foi: “Vai tudo ficar mais caro”.
Embora a alíquota reintroduzida seja inferior a 1%, o impacto é considerado relevante pelo setor devido ao peso dos fertilizantes e defensivos na composição dos custos de produção de culturas como soja e milho. Segundo representantes do agronegócio, alterações tributárias sobre esses insumos podem influenciar o custo operacional das lavouras, mesmo quando envolvem percentuais reduzidos.


