Na última quinta-feira, 02 de julho, a aula magna de Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, terminou em confusão. O evento, realizado na Unicamp, foi interrompido por uma briga entre participantes e integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL).
Depois da confusão, Janaina Paschoal cobrou a Justiça Eleitoral explicações sobre os atos do PT em Universidades e citou que, diferente dos petistas, ela é proibida de fazer palestras dentro das instituições.
“Eu não gosto que ninguém seja hostilizado, nem impedido de falar. Mas a manifestação na palestra de Haddad precisa ser vista com outros olhos. Eu sou professora na USP, há mais de 20 anos, nunca falei sobre política ou eleição na sala de aula. Se quiser concorrer em outubro, preciso me afastar de todas as minhas atividades docentes por 90 dias“, contou.
E completou: “Não posso colocar os pés na Faculdade, sob pena de ficar inelegível. No entanto, dia sim, dia também, há quadros do PT e do PSOL dando palestras, aulas especiais, fazendo manifestações, em TODAS as unidades, de TODAS as Faculdades públicas. Isso não é justo! Nem bancas de mestrado e doutoramento, eu posso fazer nesse período! Eles fazem campanha aberta! Neste caso, a manifestação do MBL foi justa. Diretores e Reitores precisam garantir que a lei eleitoral seja observada também pela esquerda!“, disse