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Cubanos lideram pedidos de refúgio no Brasil. Venezuela fica em segundo lugar

Pela primeira vez na história, cidadãos cubanos ocuparam o topo do ranking de pedidos de refúgio no Brasil em 2025. Dados do relatório “Refúgio em Números”, publicado nesta segunda-feira (22) pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), revelam que o país recebeu 41.919 solicitações de cubanos, superando o fluxo migratório de venezuelanos, que lideravam a lista nos últimos anos.
No total, o Brasil contabilizou 75.599 pedidos de refúgio ao longo de 2025, um crescimento de 10,9% em relação ao período anterior. O levantamento posiciona o ano passado como o terceiro maior em volume de solicitações da série histórica, ficando atrás apenas dos registros de 2018 e 2019, que detêm os recordes de interesse migratório no território nacional.

A análise do OBMigra aponta que a escalada nas solicitações de cubanos está diretamente ligada ao aumento das pressões políticas e econômicas contra a ilha ao longo do último ano. O cenário de crise interna e as dificuldades enfrentadas pelo governo cubano incentivaram a busca por proteção no Brasil, posicionando a nação como um destino estratégico para essa parcela da população que busca refúgio.
Logo após Cuba, a Venezuela aparece na segunda colocação do ranking, com 21.233 solicitações de refúgio formalizadas em território brasileiro durante o ano de 2025. A lista de países com maior representatividade nas demandas de proteção é completada pela Colômbia, que registrou 1.432 pedidos, evidenciando que a migração latino-americana continua sendo o vetor predominante para as solicitações feitas ao governo federal.
O relatório destaca ainda que a tendência de alta nas solicitações reflete a retomada dos fluxos migratórios pós-pandemia, com o país consolidando seu papel no acolhimento de cidadãos em situação de vulnerabilidade internacional. O Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) deve manter a análise rigorosa dos processos enquanto o governo federal monitora a evolução dessas demandas nas regiões de entrada dos migrantes.

Por Pablo Carvalho //nortediario.com.br/