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Vale destina R$ 67 bilhões a Minas para avançar em segurança e sustentabilidade

Prioridade da Vale é ampliar a filtragem e o empilhamento a seco do rejeito, permitindo reduzir de 30% para 20% o uso de barragens nas operações da empresa em Minas Gerais

Com investimentos previstos de R$ 67 bilhões até 2030, a Vale coloca Minas Gerais no centro de sua estratégia para ampliar a produção de minério de ferro com mais segurança, menor dependência de barragens e maior eficiência no uso de recursos. O plano reúne projetos de modernização operacional, descaracterização de estruturas a montante, descarbonização e expansão da mineração circular, consolidando o Estado como principal plataforma da transformação tecnológica e ambiental da companhia.
Os aportes deverão gerar cerca de R$ 440 milhões por ano em royalties e movimentar R$ 3 bilhões anuais em salários para aproximadamente 60 mil profissionais, entre empregados próprios e contratados. A prioridade é ampliar a filtragem e o empilhamento a seco do rejeito, permitindo reduzir de 30% para 20% o uso de barragens nas operações da empresa em Minas Gerais.
 “Minas Gerais está no centro da transformação da Vale. Temos uma longa história de aprendizados, de uma profunda evolução cultural e, sobretudo, de parceria com os mineiros. Seguimos juntos nessa jornada, na certeza do nosso legado para o desenvolvimento sustentável do Estado. A mina de Capanema exemplifica a nova fase da mineração em Minas Gerais e reforça nosso compromisso com um processo produtivo mais responsável, minimamente invasivo e com tecnologia e inovação aplicadas para o melhor aproveitamento dos recursos minerais e para iniciativas de descarbonização”, afirma Gustavo Pimenta, presidente da Vale.
Um dos principais marcos dessa nova etapa é a mina Capanema, em Ouro Preto, inaugurada em setembro de 2025 após investimentos de cerca de R$ 5,2 bilhões. Paralisada havia 22 anos, a unidade opera a umidade natural, sem uso de água no processamento do minério e sem geração de rejeitos, dispensando barragens.
Com cinco caminhões fora de estrada autônomos e reaproveitamento de minério de ferro contido em uma antiga pilha de estéril, a operação deverá acrescentar aproximadamente 15 milhões de toneladas por ano (Mtpa) à produção da companhia, contribuindo para o alcance do guidance de 335–345 Mtpa em 2026.
As obras duraram cinco anos, mobilizaram cerca de 40 empresas e mais de 6.000 trabalhadores no pico das atividades, com priorização de mão de obra local. Hoje, a unidade conta com 800 empregados.
A estratégia de investimentos inclui a modernização dos cinco complexos operacionais da companhia no Estado, com recursos em conectividade, renovação de frota, instrumentação e monitoramento de estruturas geotécnicas. Também contempla o avanço do Programa de Descaracterização de Estruturas a Montante. Desde 2019, foram concluídas as obras de 19 das 30 estruturas previstas, o que equivale a 63% do total. Das estruturas remanescentes, 8 estão em obras. Todas estão inativas e são monitoradas 24h por dia, sete dias por semana, pelos Centros de Monitoramento Geotécnico da Vale.
“Continuamos avançando na gestão de nossas estruturas geotécnicas, aprimorando os controles e estudos técnicos e desenvolvendo tecnologia de ponta, em parceria com nossos fornecedores, para eliminar nossas barragens a montante, com foco absoluto na segurança dos nossos empregados, das comunidades vizinhas e na proteção do meio ambiente. Esse é um passo essencial para uma mineração mais segura e alinhada às expectativas da sociedade”, ressalta Rafael Bittar, vice-presidente executivo de Serviços Técnicos da Vale.

Para sustentar a produção de minério de ferro de alta qualidade, essencial para rotas siderúrgicas com menor emissão de gases de efeito estufa, a companhia também está reforçando sua capacidade de processamento no Estado.
“Esses projetos oferecerão mais segurança na produção do portfólio de alta qualidade, que requer etapas de concentração do minério, especialmente o pellet feed high grade, essencial para as rotas de redução direta na produção de aço com menor emissão de gases de efeito estufa. Minas Gerais é estratégico no fornecimento desse produto, contribuindo diretamente para a descarbonização da indústria siderúrgica”, explica Rogério Nogueira, vice-presidente executivo Comercial e de Desenvolvimento da Vale.

Minas lidera avanço da mineração circular

 Ao lado dos investimentos em segurança e modernização, a mineração circular vem ganhando escala nas operações da Vale em Minas Gerais e se consolidando como um dos pilares da estratégia de Mineração do Futuro, estruturada em cinco frentes: operações inteligentes; minas menos invasivas; zero estéril, rejeito e carbono; compartilhamento de valor; e força de trabalho do futuro. A agenda reúne automação, inteligência artificial, reprocessamento avançado e novos modelos operacionais integrando geociências, mina e usina.
Em 2024, a produção proveniente de fontes circulares somou 12,7 Mt. Em 2025, esse volume mais do que dobrou, alcançando 26,3 milhões de toneladas, um salto de 107%. A meta da empresa é que, até 2030, 10% de toda a produção de minério de ferro da Vale no Brasil venha dessas fontes, e Minas Gerais já responde por cerca de 80% desse total.
“Os resultados de 2025 mostram que a circularidade já é uma alavanca relevante do nosso negócio. Produzir 26,3 milhões de toneladas por fontes circulares comprova que é possível unir produtividade, inovação e sustentabilidade. Nosso foco agora é acelerar essa trajetória até 2030 e pavimentar um modelo de mineração mais tecnológico, eficiente e orientado às pessoas, com Minas Gerais como protagonista nessa transformação”, afirma Rafael Bittar, vice-presidente Técnico da Vale.
A circularidade vem sendo aplicada em estruturas geotécnicas em descaracterização, como as pilhas de estéril da mina Serrinha e a barragem Vargem Grande, em Nova Lima. Entre as iniciativas em andamento no Estado estão a Areia Sustentável Vale, produzida a partir de rejeitos da mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, que ultrapassou 4 milhões de toneladas comercializadas desde 2023, e a Fábrica de Blocos da Mina do Pico, em Itabirito, que transforma rejeitos em materiais para a construção civil em uma unidade operada por mulheres.
Segundo a companhia, o programa gerou um benefício climático comparável à emissão anual de mais de 40 mil carros. Em 2025, o programa de mineração circular da Vale foi selecionado pelo Business Action Bank, do World Business Council for Sustainable Development, como uma das cinco melhores práticas globais de descarbonização.

O avanço dessa estratégia também está apoiado em iniciativas tecnológicas como o supressor de poeira produzido a partir de garrafas PET, iniciativa desenvolvida em Itabira que gera renda para catadores e reforça a conexão entre inovação e impacto social.
Com 63 mil empregados, entre próprios e contratados, a atuação da Vale representou 3,5% do Produto Interno Bruto mineiro em 2023, segundo estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. Nos últimos dois anos, Minas Gerais respondeu por cerca de 45% da produção total de minério de ferro da companhia.
A presença da empresa no Estado também inclui investimentos de cerca de R$ 370 milhões em 335 projetos culturais entre 2020 e 2024, beneficiando mais de um milhão de pessoas em 45 municípios.
Na área ambiental, a Vale protege 73 mil hectares de áreas verdes em Minas Gerais, o equivalente a mais de duas vezes o tamanho de Belo Horizonte, entre áreas próprias e em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Desse total, mantém 13 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) em municípios onde possui operações.
Além disso, conserva outros 41 mil hectares entre reservas legais, áreas de compensação ambiental e áreas destinadas à criação de novas RPPNs, atualmente em análise pelos órgãos competentes.  Fonte: VALE