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Sind-UTE/MG inicia dia 26 Campanha Salarial para recompor perdas de 41,83%

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) realiza nesta quinta-feira (26/02) a assembleia geral da categoria, com paralisação total, para discutir a Campanha Salarial /2026 e as reivindicações da categoria. A assembleia geral será realizada, na quinta-feira (26), às 14:00h, no Pátio da ALMG. Na sexta-feira (27/02) haverá uma manifestação pelas ruas de BH reunindo os (as) trabalhadores (as) da educação da Capital, da Região Metropolitana e do interior.

A pauta e o calendário de lutas emergenciais da categoria foram aprovados pelo Conselho Geral do Sind-UTE/MG e nesta quinta-feira será submetida ao referendo da categoria. O Conselho Geral avaliou ainda que este ano será decisivo também para a disputa de projetos de sociedade: de um lado, propostas que impõem privatização e precarização das condições de trabalho; de outro, a defesa dos trabalhadores e trabalhadoras da educação e da escola pública como patrimônio coletivo.
“O governo do Estado já sabe das nossas reivindicações, já conhece a nossa pauta e nós vamos decidir os próximos passos desta Campanha Salarial no dia 26, com paralisação das atividades, porque o governo Zema e Simões deve muito a esta categoria: deve autonomia, deve condições de trabalho e deve salários, muitos salários”, enumerou a coordenadora geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano.

PAUTA CENTRAL

Na centralidade da pauta, o Conselho debateu e aprovou a necessidade de uma luta emergencial para exigir do governo o reajuste necessário à recomposição das perdas salariais acumuladas desde 2019. Nesse sentido, as principais reivindicações foram sintetizadas na aplicação imediata do reajuste de 41,83%, referente às perdas de 2019 a 2025, juntamente com o reajuste previsto na Portaria nº 82 do MEC, ao vencimento inicial das oito carreiras da educação básica.
Outra decisão do Conselho é quanto à garantia de que o reajuste de 41,83% seja estendido a todas as classes e níveis da carreira, incluindo contratados e aposentados(as) sem paridade, com efeitos retroativos a janeiro de 2019.

IMPACTOS

O debate também destacou os impactos diretos da defasagem salarial na vida dos educadores e educadoras: desmotivação, adoecimento, desvalorização da carreira e prejuízos à qualidade da educação pública. Ao mesmo tempo, foi reafirmado que há viabilidade fiscal para a recomposição salarial, desmontando o discurso de falta de recursos do governo estadual.

EM DEFESA DOS CESECs

O Conselho Geral do Sind-UTE/MG decidiu ainda encampar a luta em defesa dos Centros Estaduais de Educação Continuada (CESECs), que estão sendo fechado pelo governo Zema em todo o território mineiro. O Conselho Geral do Sind-UTE/MG aprovou, no calendário da Campanha Salarial Educacional 2026, a realização de uma reunião virtual no dia 12 de fevereiro e uma paralisação dos CESECs na quarta-feira (dia 25/02), reforçando a importância dessa modalidade de ensino e a necessidade de garantir condições de trabalho, valorização profissional e a manutenção do direito à educação de jovens e adultos em Minas Gerais.
[15:14, 25/02/2026] +55 31 8628-7341: Sind-UTE/MG cobra e secretário prevê reajuste salarial para março

Anúncio foi feito durante Audiência Pública da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa

BH – O secretário de Estado da Educação, Rossiele Soares, anunciou para o mês de março o anuncio do reajuste salarial para os (as) trabalhadores (as) da educação estadual. Ele também anunciou para o dia 10 de março uma reunião com gestores dos Centros Estaduais de Educação Continuada (CESECs), que estão sendo fechado pelo governo Zema em todo o território mineiro. As informações foram dadas durante Audiência Pública da Comissão de Educação Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta quarta-feira feira (25/02), convocado pela deputada Beatriz Cerqueira (PT).

Durante a audiência Pública, a coordenadora geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), Denise de Paula Romano, destacou a paralisação de todos os Cesecs nesta quarta-feira (25/02) e cobrou do secretário de Estado da Educação uma posição sobre o pagamento do Piso Salarial Nacional. “Somos 278 mil trabalhadores e trabalhadoras em todo o Estado, 20% com cargos efetivos e 80% com cargos de contrato. Era necessário na apresentação do secretário uma sinalização, uma fala, um slide, em relação às questões salariais, reajuste do Piso Salarial de 2026, que foi tornado público em janeiro, quando oficiamos a Secretaria de Estado de Educação. Não dá mais para ouvir que o governo está estudando uma política, que existe desde 2008. Estamos aguardando a data do envio do reajuste do Piso para os trabalhadores e trabalhadoras em educação, além das perdas de todo o período do governo Zema”, reiterou Denise Romano.

Ela lembrou ainda da assembleia com indicativo de greve que será realizada nesta quinta-feira (26/02), no Pátio da ALMG em Belo Horizonte, a partir das 14:00h em Belo Horizonte. “Esta assembleia tem o indicativo de greve porque a educação pública de Minas Gerais não pode mais esperar o governo estudar, estudar, estudar e só em agosto ou setembro é que a gente recebe o reajuste. Além disso, este ano temos vedações legais por causa das eleições e, portanto, queremos que o reajuste seja encaminhado imediatamente”, sentenciou.
Também participaram da Audiência Pública a reitora da UEMG, Lavínia Rosa Rodrigues, Múcio Alberto Cordeiro, diretor do Sind-UTE/MG, Renata Janina do Carmo, técnica universitária/UEMG e a deputada Lohanna França (PV).