Governo não tem dinheiro. E ainda faz mau uso dos impostos que pagamos.
Tudo que o governo entrega para o povo, – como programas de transferência de renda, saúde, vale gás, bolsa família e obras públicas — é custeado exclusivamente pela arrecadação de impostos que pagamos quando compramos alimentos vestuário, calçados, veículos, eletrodomésticos, contas de telefone, água, luz, enfim, tudo que você paga tem imposto embutido e alto.
O Estado não gera nada; ele consome o dinheiro do contribuinte. Além dessa dependência, o Brasil enfrenta um mau uso crônico desses recursos, evidenciado pela histórica ineficiência e corrupção. O mito da “bondade” governamental: o Estado vive do seu bolso. É comum ouvir discursos políticos vangloriando governantes pela “concessão” de benefícios sociais, melhorias na infraestrutura ou investimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, a verdade nua e crua é que o governo não produz nada além de burocracia e despesas. Todo e qualquer serviço prestado é financiado pelo suor do trabalhador e pela produção das empresas.
A carga tributária é sufocante
No Brasil, a máquina pública consome mais de 32,4% de toda a riqueza produzida no país (PIB). Isso significa que, em média, o cidadão trabalha cerca de 5 meses por ano apenas para pagar tributos. Cada vez que você compra comida, abastece o carro, usa energia elétrica ou recebe seu salário, uma fatia substancial é drenada pelo sistema arrecadador.
Quando o governo anuncia um novo pacote de obras, um reajuste em bolsas de estudo ou a distribuição de subsídios para o gás, ele não está utilizando dinheiro próprio, mas sim devolvendo — de forma parcial e muitas vezes eleitoreira — uma pequena parte daquilo que foi expropriado da sociedade.
O problema do mau uso do dinheiro público
O maior problema não é apenas o valor exorbitante que pagamos, mas a qualidade do retorno. O Brasil possui uma das maiores cargas tributárias do mundo, comparável a de países desenvolvidos, mas apresenta um dos piores retornos para a população.
O dinheiro arrecadado é frequentemente desperdiçado em Má gestão e burocracia: Estruturas governamentais gigantescas consomem grande parte do orçamento antes mesmo de chegarem à ponta, na forma de serviços.
Corrupção e privilégios: Gastos excessivos com a manutenção da própria máquina pública, regalias políticas e desvios drenam bilhões que deveriam ir para saneamento, segurança e hospitais.
Obras paradas: Bilhões de reais são enterrados em projetos inacabados, que se deterioram antes de servir à população.
A necessidade de mudança
Enquanto o Estado brasileiro continuar tratando o pagador de impostos como uma fonte inesgotável de recursos para financiar seus próprios interesses e gastos crescentes, a população continuará refém de serviços públicos precários. Para que o país avance, é urgente a necessidade de uma reforma administrativa real, cortes de privilégios e uma redução drástica nos tributos.
Você pode acompanhar o volume de recursos arrecadados e o custo da máquina pública em tempo real através do Portal da Transparência ou pela plataforma do Impostômetro.
É o seu dinheiro; exigir transparência e eficiência é um direito fundamental.
Por: Leoncio Corrrêa / jornalista (Mtb. 1500)

